top of page
Refugiadospandemia.jpg

ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS (OEA)

Fronteiras e circulação de pessoas nas Américas

Olá senhoras e Senhores! O nosso comitê esse ano vai ser uma reunião da OEA sobre fronteiras e refugiados na época da pandemia do COVID-19. Antes de falar do tema, a OEA é a Organização dos Estados Americanos, portanto, os senhores estarão representando 25 países desde Canadá e EUA na América do Norte, até Brasil e Argentina na América do sul.


Todos sabem minimamente o impacto que a pandemia teve no nosso país, em nossos países vizinhos, seja na economia, seja na saúde, mas o centro da discussão do nosso comitê será avaliar como ficam os refugiados, que já vivem constantemente num estado de vulnerabilidade, quando uma situação como essa acontece? Para onde vão os refugiados, se todos os países estão fechando suas fronteiras, com medo da disseminação do vírus?


Não sei se os senhores conhecem pessoalmente algum refugiado ou pessoa que tenha vivido essa situação, mas quando a pandemia se iniciou, muitos cidadão brasileiros que estavam viajando para a Itália ficaram presos, teve que acontecer todo um movimento da embaixada do Brasil para que eles fossem liberados, agora imaginem para um imigrante ou pior ainda, refugiado, que não tem representação política quase nenhuma, já que fugiu do seu país natal, numa hora dessas.


Outra pergunta que vai estar entre os temas do comitê é qual é o papel dos movimentos anti-imigração, como o recente governo Donald Trump, no crescimento do preconceito contra imigrantes e refugiados nas Américas? Será que existe motivo para esse ódio todo contra essas pessoas, ou na verdade elas contribuem para o sistema, ainda mais em tempos de crise como a pandemia?


Esses são apenas alguns temas que surgirão nos nossos debates, também falaremos de sistemas de saúde da América, ditadura venezuelana de Nicolás Maduro, conflitos civis na Colômbia, com as famosas FARCs, e muito mais.


Esperaremos pelos senhores futuros delegados ansiosamente no nosso comitê e estaremos a disposição para esclarecer duvidas antes e durante os debates!


Atenciosamente,

Antonio Andrade, Antonio Gonzalez e Margot Garcia

Diretores da OEA

OEA: Texto
OEA: Pro Gallery

Simulação da Simulação

OEA sorrindo e eu_edited.jpg
OEA: Imagem

A solução para desentendimentos: crise

Precisou o comitê entrar em crise para as delegações entrarem em um acordo

Por Pietro Giordano, 30/06/2021, 16ª ONU Colegial

A primeira sessão se inicia com as delegações debatendo de maneira civilizada, buscando estabelecer uma cooperação entre os países com o objetivo de propor soluções para as questões relacionadas às fronteiras e à circulação de pessoas nas Américas especificamente acerca do fluxo de imigrantes durante a atual situação de pandemia mundial.


Entretanto, com as delegações do Brasil e dos EUA em completa concordância, o foco do comitê passa a ser a Venezuela que sofreu diversos ataques pessoais a sua delegação, que na verdade eram contra-argumentos refutando suas falas, uma vez que ampara que os fluxos migratórios deveriam ser preservados com leves moderações. A força assustadora que os argumentos contra a Venezuela possuem influenciaram o restante do comitê, resultando em uma Venezuela indefesa que apesar de apresentar argumentos claros, estava sem apoio algum.


Ao início da segunda sessão, a delegação de Cuba fez uma aparição repentina, questionando os valores dos outros países ali presentes, apontando que visualmente o fluxo migratório não é somente da Venezuela, e sim de toda a América. Enquanto as outras delegações prosseguiram com suas críticas à Venezuela, Cuba lhes amparou revelando que a agenda apresentada era absurdamente parcial, chegando a verbalizar que não lhes cabe discutir as responsabilidades individuais de cada país e que as demais delegações estão apenas utilizando os refugiados como reféns para acusar a Venezuela, quando deveriam estar procurando soluções para a circulação de pessoas na América.


Logo, a tensão cresceu no comitê com uma disputa entre os EUA e a delegação de Cuba, tendo, de um lado, acusações contra a Venezuela e, por outro, acusações a favor da Venezuela. E enquanto as delegações apontavam dedos e se acusavam entre si, algo inusitado aconteceu: foi revelado que o comitê entrou em estado de crise, visto que havia ocorrido um acidente gravíssimo na fronteira dos EUA. As delegações entraram em choque com uma notícia tão alarmante, chegando a acusar a imprensa de divulgar fake news.


Entretanto, nem todos perdem o foco, o México utiliza essa notícia a seu favor, revigorando que isso demonstra que os países não têm capacidade de lidar com o fluxo migratório. Em contraste, Cuba sugere que eles deveriam se unir, mesmo que momentaneamente, para que pudessem sair desta temida crise.


Prontamente, através de um debate não moderado, as delegações buscaram engendrar um projeto de solução urgentemente. As delegações chegaram à conclusão que seria melhor que elas se separassem em grupos, para que cada um pudesse lidar com um fator específico da crise, assim tornando mais simples o processo de resolução, no qual os EUA e o Brasil possuíram um grande destaque, redigindo a construção do possível projeto resolução para sair da crise em conjunto com o Canadá, a Venezuela e a República de Honduras.


Com um curto intervalo, o projeto foi concluído, dando início ao processo de resolução da crise, que por sua vez foi solucionada através da cooperação geral dos países da OEA. Estes, demonstram sua eficiência ao sair da crise antes mesmo do final da terceira sessão, retornando ao ritmo normal de debates, falando em unanimidade sobre o segundo tópico da agenda e se tornando um debate mais acalorado perto do fim na última sessão do dia, quando as delegações entraram em um debate sobre xenofobia, voltando a apontar dedos uns pros outros.

OEA: Texto
OEA tenso com a crise (bota esse bia)_edited.jpg
OEA: Imagem

"Fogo no Parquinho" durante a Coletiva de Imprensa da Organização dos Estados Americanos

Coletiva de imprensa causa intrigas na OEA, delegados preparam argumentos polêmicos para o início do próximo debate
Por Pietro Giordano, 30/06/2021, 16ª ONU Colegial

Delegada do Brasil revela seus planos de reestruturação do fluxo migratório

“Devido ao que foi falado no debate, um plano para todos os países da América não se refere somente ao Brasil, e o que eu posso falar do país é que esse plano ainda não foi pensado, mas do jeito em que está a atual situação não dá para continuar. As fronteiras estão completamente lotadas e as pessoas que já conseguiram receber seus títulos de refugiados juntamente com aqueles que estão solicitando refúgio, não estão sendo bem alocadas. Esse plano, que se refere a todos os países da América, deverá ainda ser discutido ao longo das sessões de nosso comitê.” – Delegada do Brasil


Após uma fala tão forte sobre seus planos, as delegações se intrigam, preparando-se para uma produtiva sessão de debates que ocorrerá no dia seguinte.


Delegada dos EUA apresenta sua solução para o problema do fluxo de migração em alta escala

“Bom, primeiramente essas medidas seriam anexadas ao melhoramento dos países desses imigrantes como foi discutido hoje em nosso comitê. Como o investimento e a construção de indústrias no triângulo norte-americano, tendo em vista que esses países seriam tratados e melhores condições seriam estruturadas para esses cidadãos, esses teriam condições de morar em seus países, e assim o fluxo migratório diminuiria. Nós não queremos justamente pegar esses imigrantes e devolver aos seus respectivos países, pois sabemos que, no momento, as condições dos seus países são muito precárias, talvez até pior do que as fronteiras atualmente. Creio que essas medidas ainda serão muito discutidas em nosso comitê visto que ainda temos seis sessões. ” – Delegada dos EUA


Após a fala da delegada brasileira, ver outra delegada falando de planos para apresentar soluções traz felicidade ao comitê, mas pode ser percebido uma certa parcialidade quando se leva em consideração o ponto de vista da Venezuela.


Venezuela afirma ter planos para recuperar aqueles que migraram para fora de seu país, e sente-se ofendida pelo comportamento xenofóbico das demais delegações

“A Venezuela afirma que gostaria muito que essa situação fosse resolvida para que essas pessoas possam voltar a seu país de origem. Quem não gosta de um país onde cresceu ou de sua família? Então a Venezuela futuramente tem em mente planos para esses emigrantes voltarem. É claro que a economia tem que melhorar, assim como alguns outros fatores também antes de eles voltarem, mas seria uma grande honra ter as pessoas voltando para o seu país de origem que é a Venezuela. ”


“Eu me sinto totalmente ofendida, por isso que nesse último debate eu tentei falar meu ponto de vista porque muitos países reclamaram que havia vários venezuelanos, especificamente venezuelanos não refugiados em si porque não é só do meu país obviamente e aí também há vários países que, ao invés de ajudar, trazem vários problemas. ” – Delegada da Venezuela.


Com a única delegação que pensa de forma diferente das demais, mostrando o seu posicionamento, a Coletiva se torna mais acalorada, e delegações desejam discutir o que está sendo falado, pois consideram as falas absurdas.


Delegada do Paraguai se posiciona a respeito da parcialidade de algumas delegações

“Eu acho que acima de tudo estão os direitos humanos, o direito à vida e infelizmente há alguns países aqui que colocam esses direitos em segundo plano pensando na política e na economia do próprio país, e eu acho que isso não é uma boa posição, já que vidas são o que realmente importam. Como eu falei hoje no início do dia, o Paraguai tem um histórico de imigração de alguns séculos atrás que ajudou o país. Então nós temos que ver esses imigrantes como pessoas que têm coisas a acrescentar ao país e não são só problemas que devem ser expelidos dos países quando eles tentam ir em busca de uma melhor qualidade de vida. ” – Delegada do Paraguai


Complemento dos EUA à fala da delegada canadense causa intriga no comitê e inicia uma discussão entre as delegações

“O Canadá é um país que, como repeti inúmeras vezes no debate, é pró-imigração. Honestamente, o governo vem fazendo isso há anos, então arcar com os custos não tem sido um problema, visto que a gente quer acolher 1,2 milhão de pessoas. Se o governo não tivesse condições de fazer isso, ele não faria até porque os imigrantes, assim como o Paraguai preza pela condição de vida deles, no Canadá são extremamente respeitados, são inseridos na economia. Então os refugiados não são um custo para o governo e sim um benefício. Se não estivesse dando certo, nós não seríamos um dos destinos mais procurados, chegando a ser o sexto mais procurado pelo mundo. ” – Delegada do Canadá


“Nossos planos de investimentos seriam muito benéficos para toda a América, tendo em vista que também trariam retorno. Não só doaríamos o dinheiro, nós queremos investir nesses países que hoje não têm condições de conter a população, assim emitindo muitos refugiados e emigrantes, para que no futuro tenhamos esse dinheiro de volta, duplicado ou triplicado. Queremos transformar esses países em potências. ” – Delegada dos EUA


Com um complemento após o outro, as delegações voltaram à rotina de acusações, saindo um pouco do tema da coletiva e, consequentemente, foram interrompidas pela mesa de diretores para que não começassem uma quinta sessão de debates em um momento inadequado. Após o final das perguntas, é possível perceber a quantidade de intrigas que foram causadas nessa Coletiva, dando-nos esperanças de debates frutíferos a partir da quinta sessão.

OEA: Texto
oea final da coletiva melhor_edited.jpg
OEA: Imagem

OEA em quase unanimidade

Delegados da OEA começam a produzir o projeto que solucionará o problema dos refugiados e imigrantes na América

Por Pietro Giordano, 01/07/2021, 16ª ONU Colegial

A quinta sessão de debates inicia acalorada por conta da coletiva ocorrida no dia anterior, retomando um rumo desfavorável a Venezuela que, mesmo nessa situação, se mantém forte e apresenta seus argumentos de forma clara e objetiva até o fim da sessão. Após o tão profundamente apreciado ‘coffee break’, os debates permanecem tensos, com discussões sobre um projeto de fiscalização do Covid-19, visando controlar o fluxo migratório para que as fronteiras possam ser reabertas e os refugiados vacinados. Todavia, diversas delegações afirmam que seria inviável a vacinação completa, pois a quantidade de refugiados é absurda, portanto elas optam por vacinar somente aqueles que possuem cidadania de seus  respectivos países.


Certamente, com o tempo, as intrigas cessam e os questionamentos direcionados à Venezuela retornaram. A delegação ampara seu ponto de vista, levando as outras delegações a acreditarem que a mesma não considera direitos humanitários uma prioridade. Com a Venezuela mantendo o silêncio, o comitê resume os debates focados em uma cooperação para executar um plano sugerido pela Costa Rica, para poderem moderar a circulação de refugiados e imigrantes, impedindo também, no processo, as imigrações ilegais. 


Após duas sessões de debates, a Costa Rica apresenta um plano esperançoso, sendo refutado por outras delegações que expressam verbalmente que seria arduamente difícil realizar tal plano com tantos países em crises econômicas e, consequentemente, a ideia é abortada. Enquanto isso, o Brasil havia começado a esboçar um possível Projeto de Resolução de número dois, visando ajudar o famoso triângulo norte-americano, para, então, poder prosseguir com seu plano de reestruturação do fluxo migratório, citado na coletiva de imprensa. 


Através de um debate não moderado, as delegações ponderam acerca de questões anteriormente apresentadas, como a superlotação dos hospitais e o que deveria ser feito a respeito dos imigrantes e refugiados na atual - e complicada - situação de pandemia que nos encontramos. A princípio, as delegações desejam introduzir um projeto de acolhimento de refugiados, para que eles possam retornar a sua terra natal após uma reestruturação da mesma, seguindo os planos citados pelo Brasil e EUA na Coletiva de Imprensa. 


Com a chegada repentina da delegação do Uruguai, inicia-se um debate não moderado para estabelecer tal plano, onde ocorrem discursos acalorados de todas as delegações, fortificando o conflito entre os EUA e a Venezuela. Todavia, essa rivalidade não é o foco do debate, e as delegações procuram fazer o seu segundo projeto de resolução, visando doações de vacinas e providenciamento de abrigos para os refugiados no continente americano, para, assim, afastar os mesmos das fronteiras, solucionando parte do problema da circulação de pessoas nas Américas. Por fim, os debates prosseguem nesse mesmo ritmo e temática, tendo o dia finalizado e o Projeto de Resolução deixado para ser concluído no próximo dia de debates.

OEA: Texto
OEA concentrado_edited.jpg
OEA: Imagem

ONU, seu tempo é findo

Delegações da OEA atingem unanimidade total, e botam em prática o projeto final para solucionar o problema principal debatido pelo comitê: fronteiras e a circulação de pessoas na América

Por Pietro Giordano, 02/07/2021, 16ª ONU Colegial

A penúltima sessão inicia-se acalorada, com as delegações adicionando os toques finais de seu possível segundo Projeto de Resolução, debatendo também os problemas existentes em tal proposta. Após um curto coffee break, o projeto é concluído, e as delegações entram no processo de debate final para resolver de uma vez por todas o problema apresentado no comitê. Enquanto a primeira emenda é feita, delegados andam em círculos, repetindo seus pontos de vista, esforçando-se para convencer uns aos outros sobre suas opiniões a respeito do projeto, e com o tempo as delegações começam a entrar em acordo, decidindo o que será feito por cada país, atingindo uma concordância entre si, que pode ser considerada uma unanimidade total.

 Após o acatamento unânime da primeira e única emenda, onde é proposto melhorias para os sistemas das fronteiras e acolhimento dos refugiados, as delegações fazem seus discursos finais, e então é feita a votação do projeto resolução, que foi aceito por todos e, consequentemente, é posto em prática para solucionar os problemas das fronteiras e circulação de pessoas nas Américas a longo prazo, cessando então a última sessão.

 Entretanto, o fim das sessões não simboliza o fim do dia, pois ainda ocorreu a nossa cerimônia de encerramento, para fechar de uma vez por todas a décima sexta edição desta ONU. Cerimônia essa onde os diretores de todos os comitês juntos ao secretariado deram seus discursos finais e apresentaram os prêmios pelos destaques de certas delegações. No caso da OEA, é com muito orgulho que foi anunciado que as delegações de destaque premiadas este ano foram o Canadá, a República Dominicana e o Panamá, com a menção oral, o Brasil, com a menção honrosa e a delegação dos EUA, que levou o prêmio de melhor delegação. É após alguns longos discursos emotivos que o evento por fim cessa, finalizando também esta edição da ONU.

 A Imprensa gostaria de agradecer os senhores, por terem nos fornecido diversos debates acalorados repletos de intrigas, pois isso permitiu que fizéssemos reportagens que lhes agradassem. E com isso, nos despedimos dos senhores, encerrando enfim a nossa jornada.

OEA: Texto
oea (bota essa pq foi a unica que o antonio de vermelho apareceu_edited.jpg
OEA: Imagem

Diretores OEA

OEA: Equipe
Antonio.jpeg

Antonio Lucchesi

Diretor OEA

Olá senhores futuros delegados! Eu me chamo Antonio Andrade (26) e esse ano estarei dirigindo novamente um comitê em nossa ONU colegial. Espero que os senhores estejam tão empolgados como nós da organização estamos e aguardamos pela sua inscrição!

Imprensa OEA

OEA: Membros da Equipe
Pietro.jpeg

Pietro Giordano

Imprensa OEA

Olá queridos delegades, eu sou o Pietro Giordano (mas podem me chamar de Juno), estou no 2º ano e esta será minha segunda simulação como membro da imprensa. Confesso que estou animado para ver o desdobramento dos debates que ocorrerão na OEA e espero que consiga relatar tudo que eu puder para vocês.

bottom of page