
CONSELHO ECONÔMICOE SOCIAL (ECOSOC)
A redução da emissão de carbono na atmosfera
O Conselho Econômico e Social, ou apenas ECOSOC, é o órgão da ONU responsável por lidar com questões econômicas, sociais e ambientais. Nessa edição da ONU Colegial, o conselho abordará um tema tão importante, quanto atual: as emissões de carbono mundiais.
Desde a Revolução Industrial as emissões de carbono vêm aumentando constantemente e em consequência da intensificação do efeito estufa, a temperatura da Terra também. Em 2020 se consolidou como um dos anos mais quentes da história, no qual alcançamos a triste marca de 1,2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais. O plano atual dos governos é conter esse aumento em até 1,5 graus, número que para muitos pode parecer pequeno e inofensivo.
Mas o que acontecerá caso seja ultrapassado? Aumento dos níveis do mar, refugiados do clima, desertificação, queda na produção de alimentos e desequilíbrio dos ecossistemas são só algumas consequências...Economias e vidas serão e já estão sendo afetadas. Chegamos em um ponto em que temos duas escolhas: seguir o caminho da destruição ou agirmos proativamente.
No ECOSOC o dever dos senhores será deliberar, tendo em mente o ponto de vista da sua delegação, sobre o tópico das emissões de carbono, e impedir que a situação ambiental se agrave de uma maneira irreversível.
Esperamos os senhores lá!!
Cordialmente,
Ana Clara de Luna, Alberto Pires e Carolina Calvet
Diretores do ECOSOC
Simulação da Simulação

Desentendimento entre Brasil e França
ECOSOC entra em estado de crise e busca um fim na crise humanitária
Por Beatriz Villar, 30/06/2021, 16ª ONU Colegial
Após um dia de debates compromissados, as delegações começaram refletindo sobre melhorias e propostas para a emissão de gases poluentes de cada país. Os representantes utilizaram um total de três Documentos Provisórios ao longo do diálogo, sendo o primeiro relacionado à doações de recursos para países que estejam visando mudar suas matrizes energéticas para fontes limpas e, o segundo, tratava sobre ideias e metas para problemas diversos relacionados ao clima.
Brasil e França tiveram divergências acaloradas que incentivaram uma maior participação de outros países no debate. Alemanha, Estados Unidos e Noruega de certo não ficaram calados, e mostraram de forma firme tanto seus posicionamentos e argumentos, quanto seus prós e contras, abordando como principais na pauta em questão: petróleo, Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e, por conseguinte, os maiores exportadores desse bem de consumo. As falas relacionadas às questões das queimadas na chuvosa Floresta Amazônica e em matas da ensolarada Califórnia, foram seguidas pelas sobre o desmatamento do matagal norte-brasileiro e o dinheiro investido na agropecuária, junto com a menção sobre o tópico relacionado aos compradores desse mercado agressivamente poluidor.
Dada à Notícia Fato relacionada ao vazamento de petróleo nos Estados Unidos, - confira aqui essa reportagem - os delegados partiram para a criação de um Projeto de Resolução (PR) que pusesse fim a essa crise humanitária. Uma vez que todas as nações estavam dispostas a contribuir e fazer medidas para uma solução, o PR foi assinado por todos os países que estavam de acordo com ele, encerrando, assim, o problema que havia surgido e dando fim ao debate do dia.
As expectativas para as próximas sessões são bem entusiasmadas, é fortemente aguardado o surgimento de novas pautas, por parte dos delegados, para serem resolvidas por meio do debate.

Debates abordados
Debate países membros do ECOSOC durante coletiva
Por Beatriz Villar, 30/06/2021, 16ª ONU Colegial
Delegado que mais atrapalha o Comitê
A delegação do Brasil afirma que a delegação da França possui opiniões diferentes e consequentemente está atrapalhando alguns objetivos que ela tenta alcançar, principalmente na economia. Já a França discorda e diz que as discussões são benéficas para o comitê, já que todos têm a sua opinião e que consequentemente nenhuma o prejudica, juntamente com a Alemanha, que ressalta positivamente o Reino da Arábia Saudita. O Brasil aponta que quer chegar a um bom resultado que beneficie a todos.
Hipocrisia de “tais” países
Estados Unidos fala sobre suas medidas e menciona as metas climáticas e globais de sua delegação, que demorarão a se concretizar dentro da biosfera e que, por isso, algumas só mudarão em um futuro muito distante. Dado a essa informação, o delegado declarou que os ocorridos atualmente são por culpa do passado, mas que futuramente irão se resolver. A Alemanha fortemente afirma que, apesar de julgar a agropecuária brasileira, não tem interesse em devassá-la ou parar de comprá-la, visto que são consumidores históricos dela. Porém, a delegação está preocupada pelas atitudes a serem seguidas nesta agropecuária e está disposta a dar sugestões de melhorias, já que muitos são dependentes dela.
A França, que critica o desmatamento do Brasil, ainda é extremamente dependente dos combustíveis fósseis e, para resolver esse problema, a delegação começou a utilizar o gás natural, que atualmente, é a melhor forma para reduzir as usinas nucleares que compõem a maior parte da sua matriz energética. A Noruega, mesmo defendendo fortemente a energia limpa, é a segunda maior exportadora de petróleo e gás da Europa. A delegação promete a neutralidade climática em 2030, e é a líder em energia limpa e prometeu reduzir as suas emissões de carbono em 40% em relação aos níveis de 1999.
Combustíveis Fósseis
A Alemanha planeja, até 2038, fechar suas usinas elétricas e usar somente energia limpa como fonte de energia elétrica para o país. A Colômbia não tem negado esforços para investir nas energias limpas da melhor forma possível a fim de reduzir a extração de petróleo, parando com as energias não sustentáveis até 2030. Os Estados Unidos, mesmo que possuam uma quantidade significativa de combustíveis fósseis, concorda com ambos os países.
Investimento no Fundo Amazônia
A delegação do Brasil não negou nem afirmou sobre parar com o investimento do Fundo Amazônia. Sua resposta foi que o dinheiro foi transferido para outras áreas. A França ficou intrigada com o assunto, já que mandava investimentos para a Amazônia e acusou o Brasil de corrupção, juntamente com a Colômbia. Já a Alemanha, defendeu o Brasil, considerando que concorda que outras áreas da Amazônia precisam de investimentos como a saúde e a educação, principalmente dos povos indígenas.

Desenrolar nos problemas de poluição
No segundo dia de reunião, delegados debatem sobre a emissão de carbono
Por Beatriz Villar, 01/07/2021, 16ª ONU Colegial
Alemanha retoma o tópico de crises juntamente com França e Brasil, falando sobre a taxa da emissão de carbono, que faz os países mais pobres sofrerem, e os investimentos para resolverem a questão. Assuntos como a exportação de petróleo também estiveram na primeira sessão. O primeiro Debate Não-Moderado do segundo dia estava bem acalorado, os delegados abordaram sobre crédito de carbono e o preço da taxa de recursos, como petróleo, para se chegar a uma possível conclusão.
Na segunda sessão, apareceram mais Debates Não-Moderados sobre a diminuição de poluição, empresas e penalidades sobre gastos de gás carbônico e a questão ambiental. Alguns países afirmaram que queriam a taxação por tonelada, gerando assim, outro debate para resolver taxação de empresas, no que ocorreu muita polêmica. Já nas últimas sessões, as delegações debateram sobre o reflorestamento, todos os delegados estavam dispostos a resolver a questão com urgência. Argumentos como investimento em carros elétricos e transportes públicos foram os mais populares. Após esse longo dia de debate, 11 documentos provisórios haviam sido apresentados.

O último plano de resolução
Por fim, o debate final
Por Beatriz Villar, 02/07/2021, 16ª ONU Colegial
Na primeira sessão do (infelizmente) último debate da ONU, os delegados começaram a debater sobre a diminuição do custo de manutenção das usinas elétricas, investimentos externos e internos, auxílios de outros países nas usinas, e o tópico de agricultura novamente,com os tópicos de tratores, agrotóxicos e produtos maléficos. As delegações comentaram também sobre a extração, exportação e exploração de petróleo, além de novos portos. Energia alternativa, plástico e gás renovável também entraram nos debates, precisando de dois debates não-moderados para por fim, formular o último documento provisório, número 12.
Na décima sessão os assuntos lixo, reciclagem, plástico, tecnologia e usina nuclear estavam em pauta, gerando também dois debates não-moderados. Todos os delegados se reuniram para discutir e fazer o segundo e último Projeto de Resolução. No final, o projeto em que todos concordaram foi entregue, tristemente, concluindo que o debate acabava por ali. Alguns delegados e diretores ficaram emocionados e até mesmo choraram, fazendo discursos fofos e melancólicos no horário do almoço, se despedindo.
No final do dia, o encerramento com a premiação. Começando com um maravilhoso discurso da diretora Carolina, dizendo o quanto é grata e o quanto ama a ONU e todos que fizeram parte, derramando lágrimas e saudades. A diretora Ana Clara agradeceu os secretários e diretores, falando que está muito orgulhosa de todos, e dedicando a menção oral para os delegados do Brasil, EUA e Irã. Em seguida, o diretor Alberto agradeceu fortemente todos os delegados, e deu a menção rosa para a Alemanha. Por último, mas não menos importante, a diretora Luiza fala que está orgulhosa dos delegados, e deu o prêmio de melhor delegação para a delegação da França. Até a próxima ONU, senhores.







