
Grupo dos 20 (G20)
Segurança cibernética e proteção de dados
Este ano, na XVI ONU Colegial, o G20 tratará da segurança cibernética e da proteção de dados, um assunto que vem se tornando mais importante a cada ano conforme a popularização da internet. Esse é um tema extremamente atual, e muito importante para a política nacional e internacional, mas também para o cotidiano de todos nós.
Quantas vezes aceitamos cookies de um site ou os termos e condições de uso de um aplicativo sem saber o que eles significam? Até onde vai a nossa privacidade?
São essas questões e muito mais que será debatido no comitê, onde os participantes serão os próprios chefes de Estado, e terão discussões acerca do limite da coleta e processamento de dados, estabelecendo os padrões mundiais para o mesmo. Nos últimos anos especialistas vêm dizendo que os dados são mercadorias tão valiosas quanto o petróleo, tendo o poder de influenciar a política, o mercado e a vida de cada cidadão.
Agora, então, os senhores têm a oportunidade de guiar o rumo deste debate pelo mundo. Esperamos vocês lá!
Cordialmente,
Alice Pavlovla, Aline Oliveira e Vitor Rezende
Diretores do G20
Simulação da Simulação

Primeiro dia de debates no Grupo dos 20
Nações e empresas estudam um consenso no que diz respeito à proteção de dados cibernéticos
Por Mariana Guida, 30/06/2021, 16ª ONU Colegial
Hoje, 30 de junho de 2021, os debates se iniciaram no Grupo dos 20 (G20) a fim de garantir a segurança cibernética e a proteção de dados. No início da sessão, todos os delegados e CEOs apresentaram seu posicionamento inicial conforme o planejado e, logo após, começaram a argumentar no que se concerne ao Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) - lei do direito europeu sobre privacidade e proteção de dados pessoais, aplicável a todos os indivíduos na União Europeia e no Espaço Econômico Europeu.
Na sessão seguinte, algumas delegações começaram a defender suas próprias leis de privacidade. É importante ressaltar, que, a maioria das empresas se declararam completamente dispostas a alterar a segurança de dados, caso necessário. Além disso, enquanto determinadas delegações desejavam uma lei global, outras discordaram e afirmaram que seria preciso existir um regulamento em todos os países, uma vez que cada país possui regras e políticas diferentes instauradas em seu território.
Posteriormente, o tópico ‘ataques cibernéticos’ foi posto em pauta, com isso, diversas acusações foram feitas, porém o tema foi rapidamente encerrado quando a ‘educação tecnológica’ surgiu no diálogo. Diversas propostas foram mencionadas, como, por exemplo, programas de intercâmbio cultural e acadêmico para estudantes entre nações do G20, projetos para a instrução de jovens sobre a proteção de seus dados, dentre diversas outras.
No final da 3ª sessão, um acordo multilateral foi criado pela União Europeia, pela Itália e pelo Japão, que, até o momento, consta com a participação de 16 delegações que concordaram com tal tratado. Segundo Mario Draghi, representante da República Italiana, "as nações não têm o direito de violar a privacidade dos países da União Europeia e ela não irá violar os direitos das delegações que concordarem", o que claramente clarifica o objetivo desse documento.
Por fim, o Livre Fluxo de Dados com Confiança (DFFT) foi mencionado na sessão, mas pouco se conversou acerca deste, visto que os oradores não tinham total entendimento sobre esse assunto, contudo, ele poderá vir à tona nos próximos debates. É indiscutível que o dia foi extremamente proveitoso para a criação de diversos documentos que, com absoluta certeza, serão elaborados e revisados nos próximos debates.

O primeiro ministro italiano afirma que as ideias russas são contrárias aos interesses da Itália
"A delegação que está atrapalhando o andamento do debate é a Federação Russa", diz Mario Draghi, representante da Itália no Grupo dos 20
Por Mariana Guida, 30/06/2021, 16ª ONU Colegial
Os debates do primeiro dia foram extremamente produtivos e vários questionamentos sobre o tema surgiram. Com o objetivo de esclarecer posicionamentos duvidosos e alcançar debates instigadores, algumas delegações e empresas foram interrogadas na noite do dia 30 de junho.
República da Índia: Gostaria de saber a posição do senhor em relação a proposta que está sendo debatida no momento, visto que sua delegação é a que mais sofre com ataques cibernéticos.
Nós do governo da Índia concordamos com os termos desse acordo multilateral. Já mencionei que tomamos providências para que a população tenha a melhor experiência on-line.
República federativa do Brasil: O senhor afirmou que a educação tecnológica é essencial para evitar ataques cibernéticos. Como o senhor pretende fazer isso se nem a educação básica é garantida em seu país?
Em um cenário de pandemia, é claro que vários países se encontram na mesma situação que nós em relação à educação. Mas isso não nos impede de evoluir. Nós iremos implantar cursos de TI, por exemplo, em busca de alcançar uma educação melhor.
Federação Russa: O senhor negou fazer parte do acordo multilateral, visto que, segundo o senhor, não quer uma força tarefa em seu território. Eu gostaria que o senhor explicasse um pouco mais isso, e já que negou fazer parte do acordo, sugerisse uma nova proposta.
O motivo pelo qual neguei foi pela soberania nacional, visto que a OTAN tenta adquirir novas informações inquisidoras estrangeiras. E minha proposta se baseia em confiança, espero que possamos resolver essa questão de forma harmoniosa.
República Italiana: Na opinião do senhor, qual é a delegação que mais está atrapalhando o andamento do comitê?
A delegação que está atrapalhando o andamento do comitê é a Federação Russa. Particularmente, eu gosto muito do chefe de Estado, mas ele apresenta ideias muito contrárias às ideias que meu país apresenta.
Google: O senhor poderia explicar como os cookies podem se tornar seguros?
O software já é possível lidar com problemas de renda, visto que nosso software é muito otimizado e está em constante atualização. A exclusão e a desativação dos cookies é uma forma de lidar bem com eles.
União Europeia: Quais são as medidas que seu país toma para impedir que ocorram os ataques cibernéticos?
Meu país possui grupos de contenção de hackers, que não permitem o terrorismo. Gostaria de ressaltar também que, quanto maior o esforço nacional, maior a força tarefa.

Debates acalorados tomaram conta das sessões do Grupo dos 20
Criação de documentos, resolução de ataques e o início de um possível futuro communiqué foram alguns dos acontecimentos do dia de hoje
Por Mariana Guida, 01/07/2021, 16ª ONU Colegial
O segundo dia de debates começou pacífico, as delegações continuaram o assunto abordado no dia anterior e começaram a discutir mais sobre o Livre Fluxo de Dados com Confiança (DFFT), visto que tiveram a noite para estudar sobre tal. Os países que não haviam cedido aos termos, começaram a ceder e, até então, tudo estava ocorrendo adequadamente. Até que, inesperadamente, uma situação calamitosa surgiu, fazendo com que as discussões tivessem de ser encerradas para a condição ser resolvida.
Um grupo de hackers alemão, Chaos Computer Club (CCC), atacou uma base de dados russos. Nesse ataque, diversas informações foram difamadas, sendo descoberto que o Estado Russo estava utilizando dados de localização que foram coletados pela empresa Tik Tok. Países e empresas se dividiram entre dois grupos: os que achavam que a Alemanha deveria ser punida por atacar uma base de dados e os que achavam que a Rússia era a culpada pois armazenava dados de usuários. Após duas longas horas de Debate Não Moderado, criou-se um ‘Communiqué’. Neste documento, ficou decidido que a Assembleia Geral da ONU e o Conselho de Segurança deveriam ser solicitadas para resolver tal questão.
Adiante, o Livre Fluxo de Dados com Confiança voltou a ser o assunto do debate, mas foi encerrado visto que todos concordaram. Então, a República Federativa do Brasil sugeriu que o debate focasse no ramo da Educação cibernética, tópico previamente abordado no primeiro dia de discussões. Além disso, a maioria dos países se mostraram a favor de fazerem acordos bilaterais, pois, segundo a República Italiana, essa seria a melhor opção. Por outro lado, o Reino da Arábia Saudita não acatou a ideia da implantação dessa educação, visto que a carga horária de suas escolas consiste em 28% de religião.
Em seguida, o debate migrou para o assunto relacionado a dados biomédicos, ‘profiling’, petróleo e outros temas similares. Porém, foi necessário a criação de uma agenda, pois as discussões estavam desordenadas. Ao final da sessão, um ‘communiqué’ começa a ser elaborado com a participação de muitos. É importante ressaltar, que, os debates foram muito acalorados e os envolvidos fizeram um ótimo trabalho, visto que, até um ataque cibernético foi resolvido nas sessões de hoje.

O communiqué foi finalmente aprovado!
Sessões produtivas e emotivas caracterizam o último dia de debate no Grupo dos 20
Por Mariana Guida, 02/07/2021, 16ª ONU Colegial
O dia começou com uma breve discussão sobre os dados biométricos para averiguar se eles seriam incluídos no communiqué, visto que ele teria que estar pronto até o final do dia. Logo após, a República Federativa do Brasil sugeriu que a sessão entrasse em Debate Não Moderado, para estabelecer um padrão mínimo de privacidade, para então, entrar no Livre Fluxo de Dados com Confiança (DFFT). Além disso, a agenda iniciada no dia anterior foi finalizada e os debatedores decidiram segui-la.
Dando continuidade a construção do communiqué, a Federação Russa criou uma alternativa para a questão do Reino da Arabia Saudita no que diz respeito à educação. O resto da sessão foi todo dedicado à produção do documento, e o coffee break também teve que ser utilizado para a formatação do mesmo.
Posteriormente, os delegados tiveram que continuar a produzir o documento, que foi um tanto quanto caótico, visto que havia muita coisa para corrigir. Depois de muito esforço, o communiqué foi finalmente apresentado, é importante destacar que ele dispõe de 6 belíssimas páginas com todos os termos claríssimos.
Logo, a sessão chegou ao fim, e o discurso dos ilustres diretores deixou todo o comitê extremamente comovido. É necessário ressaltar que eles fizeram um trabalho impecável e extraordinário, visto que os mesmos estavam completamente disponíveis para tirar qualquer dúvida e os debates foram muito bem moderados.
Com isso, o dia termina, porém o aprendizado não vai embora. Para os delegados de primeira viagem, a participação dos senhores é indispensável na próxima ONU colegial, e aos que deixam a simulação, afirmo com total certeza que os senhores têm a sua marca registrada na história da ONU colegial. Deixo aqui, a minha total admiração a todos os envolvidos.
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